Coração, pobre e medíocre coração
Escravo de suas próprias paixões
Dependente dos seus próprios ídolos
Anda cobiçoso por onde anda o dia todo

Não há um segundo que não deseje o proibido
Não há um minuto que não queira saciar sua sede
Não há uma hora infortuna para fazer sua vontade
Não há um dia que não queira o que não deve pra si

Pobre coração, endeusa qualquer coisa ou alguém
Procura no prazer sua satisfação própria
E em si mesmo não vê a cegueira que o aflige
Sim, não vê o quão egoísta e avarento é

Sua intensa vontade de amar o seu querer
O faz dependente de sua necessidade
Como uma folha seca que não absorve a chuva
Assim é ele buscando saciar sua sede sem fim

Ele é tão rebelde que procura se justificar
Mas em si mesmo não encontra a paz
Creio que este precisa livrar-se de si
Para que no final não seque ainda mais

E na sequidão de um coração escravo
A sede o atormenta dia e noite
Deixando-o cada fez mais sedendo
Por água que em seus poços não possuem

No qual só saciará sua sede insaciável
Naquele que o criou para um único propósito
Em busca-Lo de todo o seu cerne
Sendo assim livre e saciado de amor.

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2 comentários sobre “Coração Escravo

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