Sinto-me envergonhado.

Vividamente cometo homicídios atrás de homicídios!

E quem é a vítima? Eu mesmo!

Mato o que há de bom dentro de mim (se é que há algo de bom em mim), caindo nas ciladas do meu ego, sim caí mais uma vez sendo envolvido pelo seu atordoador desejo de satisfazer-se sem pensar nas amargas consequências.

Sinto-me acorrentado pelas paixões que penetram-me, procuro fugir delas e sem sucesso me encontro em cada tentativa!

O que falta-me para derrubar este “eu” imundo que pensa com tanta luxúria e obstinado procura sempre fazer suas maldosas vontades contra si mesmo e contra o seu próximo.

Estou enlouquecendo com isso!

Tais grilhões continuamente sufocam-me, estou preso e sem saída, não sei como chegarei de volta a minha sanidade se é que já a tive!

Já não sei mais se sou um homem no corpo de um monstro ou um monstro no corpo de um homem, a única coisa que sei é que mesmo querendo o certo, o errado me acompanha levando-me saciar a sede insaciável.

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