O vento corta o meu rosto, entre as nuvens há uma estrela que brilha tão intensamente quanto o sol pela manhã. O silêncio invade tudo a minha volta, não há ninguém na rua apenas eu, o silêncio e a estrela que aparentemente parece me observar, apontando talvez um caminho de luz e de paz, ou pode ser que ela nem exista mais, indicando assim que não há sombras de esperanças nesta vida para mim.

Quem sabe na próxima eu tenha mais sorte, se é que de fato exista uma próxima. Pra mim isso não importa já que nada é tão importante quanto o aqui e agora. Pego-me nesta minha reflexão, ouço uma voz dizendo: “Vamos… Porque está ai parado? Deixe ser levado…”.

Ali estava a aberração sedutora que em minha mente mora e que matou minha consciência já que não a tenho mais, sim ele está sempre me levando cada vez mais para perto da insanidade, tirando-me a paz que vivia em minha consciência!

Agora vivo embriago pelas paixões que me dominam, pelos prazeres que me fazem sucumbir e pelos desejos mais obscuros do meu coração. Agora não sou mais um homem atormentado pelo monstro que habita em mim. Agora eu sou o próprio monstro que atormenta a tormenta como um vento tempestuoso.

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