31 de outubro

31 de outubro

Sucumbi-me a escuridão do meu coração e vi plenamente toda a sua malicia que havia no monstro que em mim habita. Devorou-me por inteiro e por meses fui remoído por ele. Não havia mais sobriedade em mim e aos poucos fui me tornando como um animal.

Simplesmente me perdi dentro de mim e já não sabia mais quem era novamente, mas dessa vez foi diferente da primeira, pois fui tragado ao mais profundo poço de alucinações caóticas das quais por um momento vivi grande ecstasy.

Porém uma indagação há em minha mente agora sã da qual resposta não possuo:

Mesmo como este monstro ainda em mim, como recuperei a sã consciência?

Somente ele…

Somente ele…

A noite chega e com ela as lágrimas que escorrem no rosto daquele garoto.

O que será que deve ter acontecido? Todos se perguntam.

Seria tristeza?

Ou a dor de um coração partido?

Perdeu um ente querido?

Pode ser apenas um cisco no olho!

Por que não, não é mesmo?

Ninguém sabe ao certo o que seja.

Somente ele.

5 de julho

5 de julho

Sinto que o lado obscuro procura inclinar-me para mais perto dele novamente, sim cada parte do meu corpo sente este fluxo estranho que percorre as minhas veias e que fazem sentir-me obsoleto com o meu racional.

Tenho procurado meditar e concentrar-me em não cair mais uma vez nesta insanidade desenfreada que envolve-me de tamanha forma que não consigo nem ao menos explicar o que de fato ocorre comigo mesmo quando cedo para esta fera que habita dentro de mim.

Não sou um monstro, não, não sou!