78.

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Elegia para agosto

O jeito de interpretar as palavras, ver o que não está escrito e pensar então no que me ocultou todo esse tempo. Isso é a vida, a dificuldade de expor com palavras tudo que passamos, porque por mais que tenhamos ideias para expor, sentimentos para exprimir, sempre fica alguma coisa para trás, como se fosse pedido algo parecido com o respeito pelo que vamos narrar.

A felicidade é um conceito, uma estrada esquisita para mim, mesmo que a tenha percorrido poucas vezes – e sempre de olhos fechados! – em minha vida. Não saberia dizer precisamente onde a estrada termina e por isso me julgo ausente e indeterminado. Há a violência de pensamentos, que rasgam, surram nosso corpo, as palavras, os pensamentos sem estrutura que nos fazem história a cada trecho de música, a cada olhadela para algo que nos lembra o passado, a cada poema lido dentro da cabeça…

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Apenas fotos

Apenas fotos

Sorrisos, caretas e mais sorrisos.

É o que vemos nas fotos, pelo menos na maior partes delas!

Estamos lá naquele momento único e distinto com nossos amigos que nos deixam a vontade de sermos quem somos e um pouco mais além do poderíamos ser.

São momentos bons que devem ser aproveitados e vividos sempre com uma certa moderação claro, mas não devemos deixar de passar por cada momento que a vida nos traz e que nos marca, assim como uma simples foto tirada naquele momento.

Porém também sou realista enquanto o assunto é a vida (acho que este é o meu maior defeito ou pelo menos um deles), e posso dizer que as fotos mentem e mentem muito bem!

Digo isto porque no final de uma foto tirada e daquele tempo passado, há uma obscuridade em nós e quando digo “obscuridade” me refiro exatamente em como estamos realmente, se estamos bem de fato, felizes, completos e essas outras coisas.

Estamos satisfeitos como nossa situação atual não somente naquele momento, mas logo depois do mesmo?

Como tenho trabalhado em meus conflitos internos e meus medos e decepções?

Não lembro quem me perguntou, mas sei que foi recente isso, me perguntaram se eu era feliz, na qual diretamente respondi com um “não”. Depois parei para pensar e vi que felicidade é muito relativo, como agora por exemplo estou relativamente feliz escrevendo aqui no blog e também relativamente triste por ter que resolver uns pepinos aqui na empresa rsrs.

Outro exemplo foi neste final de semana na qual passei com meu amigos em que estava feliz por ir ao show com a companhia deles, mas um tempo depois triste por conta de algumas situações que sinto e que tenho vivido e tentado me acostumar.

Sei que nada estará como gostaria que estive e mesmo que alcance o que gostaria, sempre haverá outra situação que não será do meu agrado e com isso aprendo uma valiosa lição da qual fotos são apenas fotos, mas ainda assim é bom tê-las em nosso mural.